quarta-feira, 13 de maio de 2009

Retrato

Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro
nem estes olhos tão vazios,
nem o lábio amargo.

Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração
que nem se mostra.

Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
- Em que espelho ficou perdida
a minha face?
(Cecília Meireles)

Um comentário:

Mateus Araujo disse...

Ah owww
Ainda preciso falar o que eu acho dela?

Só de postar essa poesia já deduzimos que tu és uma pessoa repleta de ribossomos capazes de fabricar qualquer enzima suficientemente bom o bastante para os meus lisossomos trabalharem com a sutileza perfeita na digestão ultracitosa da vida, para o equilibrio dos meus dias serem cada vez mais ajudados por seus transportes membranoplasmáticos suficientemente lindos e encantadores!
Parabéns!


ps.: HAHAHAHAHAHAHAHA

;*