terça-feira, 30 de junho de 2009

?!?!?!

Um homem que não pensa por si mesmo, definitivamente não pensa.

-Orkut - Sorte de hoje!

Achei interessante, porque no final das contas nós pensamos apenas no que este mundo mesquinho impõe para nós e nas linhas de raciocinios que essa sociedade detestável nos dita, raramente aparecem alguns seres taxados de loucos que contradizem esta lavagem cerebral, daí surgem os GRANDES GÊNIOS que com sua audacia conseguiram revolucionar a história !

(Jessy Beraldo)


quarta-feira, 24 de junho de 2009

Sepulcro


Minh'alma grita, sufocada, apavorada.
Meu corpo inerte.
Minha alma busca, alguma coisa,
qualquer coisa para sentir-se liberta,
mas há uma corrente chamada consciência
obrigando-me a ficar, e observar meu corpo inerte.
Então um fervor me arde a alma. Será o fogo do inferno?
Não há chamas, somente uma agonia pertubante,
enlouquecedora
capaz de alienar até a mais pacifica mente existente.
E meu corpo inerte, sendo corroido por serezinhos microscópicos,
apenas imóvel, preguiçoso, indolente.
Solitário em seu leito, há esperar somente o tempo.
Atormentada minh'alma adimira
este rosto inexpressivo, demasiado pálido e entende:
-Morri!
Tudo cessa, e se liberta.

(Jessy Beraldo)



terça-feira, 16 de junho de 2009

Alvares e a metáfora

Depois de uma intensa e filosófica aula de português, onde estudamos Alvares de Azevedo, em especial este trecho abaixo retirado de Noite na Taverna.

" —Por que empalideces, Solfieri? a vida e assim. Tu o saber como eu o sei. O que e o homem? e a escuma que ferve hoje na torrente e amanha desmaia: alguma coisa de louco e movediço como a vaga, de fatal como o sepulcro! O que e a existência? Na mocidade e o caleidoscópio das ilusões:: vive-se então da seiva do futuro. Depois envelhecemos quando chegamos aos trinta anos e o suor das agonies nos grisalhou os cabelos antes do tempo, e murcharam como nossas faces as nossas esperanças, oscilamos entre o passado visionário, e este amanha do velho, gelado e ermo—despido como um cadáver que se banha antes de dar a sepultura! Miséria! loucura!

—Muito bem!! miséria e loucura! —interrompeu uma voz.

O homem que falara era um velho. A fronte se lhe descalvara, e longas e fundas rugas a sulcavam—eram ondas que o vento da velhice lhe cavava no mar da vida. . Sob espessas sobrancelhas grisalhas lampejavam-lhe os olhos pardos e um espesso bigode lhe cobria parte dos lábios. Trazia um gibão negro e roto, e um manto desbotado, da mesma cor lhe caia dos ombros.


—Quem és, velho?—perguntou o narrador.

—Passava lá fora, a chuva caia a cântaros: a tempestade era medonha: entrei. Boa-noite, senhores! se houver mais uma taça na vossa mesa, enchei-a ate as bordas e beberei convosco.


—Quem es?

—Quem eu sou? na verdade fora difícil dizê-lo: corri muito mundo, a cada instante mudando de nome e de vida. [...] Quem eu sou? Fui um poeta aos vinte anos, um libertino aos trinta —sou um vagabundo sem pátria e sem crenças aos quarenta. "




Só me restou criar uma frase metafóricamente poetica sobre a brevidade da vida:




" A vida é um diario a ser queimado, até que vire apenas cinzas,
e sua linhas e entrelinhas serão lembradas somente
por quem um dia o teve em mãos."


(Jessy Beraldo)

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Funhouse ( Repostando)





Se Deus é um "DJ",
minha vida é só
mais uma de suas balada.
Na qual EU tento
dançar no mesmo
compasso.

(Jessy Beraldo)


-Minha primeira postagem do blog